quarta-feira, 28 de setembro de 2011

LXXX.

Vai ser impossível sujar meus despudores com sua pureza forçada. O desejo em que eu queimo é tão divino quanto a morte da sua última ilusão.

Tirar a roupa, arranhar a pele, de nada adianta. Nem mordida, nem beijo. Não é assim que se vê mais vida, mas eu insisto.
E um dia te arranco a carne dos ossos pra descobrir que não há mais nada.

Um comentário:

  1. "E um dia te arranco a carne dos ossos pra descobrir que não há mais nada."

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